quinta-feira, 28 de julho de 2011

Umphrey's McGee - "Bullhead City"

 
 

Animal Liberation Orchestra - Walls Of Jericho

 
 

FAT FREDDYS DROP BOONDIGGA Official Video!

 
 

Tea Leaf Green - Moonshine

 
 

The Samples - When It's Raining

 
 

Ben Folds Five - Brick

 
 

Bar é fotografia - Antoneta Wotringer

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Antoneta Wotringer

"Sententia"

Temer sinaliza aliança com Alckmin em SP para 2012 - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)

28/07/2011


As eleições municipais de 2012, como todas as anteriores, reservam muitas surpresas para o eleitor.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, a disputa pode se converter no pleito do “sim senhor, quem diria!?”
Sócio do PT em Brasília, o PMDB busca na maior e mais rica cidade do país uma parceria mais conveniente. Com o PSDB.
Ouça-se, a propósito, o que disse o grão-pemedebê Michel Temer, o vice da petê Dilma Rousseff:
"Não quero avançar nada, adiantar nada, mas em política tudo é possível, especialmente com o governador Geraldo Alckmin..."
O comentário de Temer foi feito em solenidade promovida por Alckmin e resumida na Folha pela repórter Daniela Lima.
O PMDB de Temer e o PSDB de Alckmin encontraram-se numa ponte batizada de Orestes Quércia, morto de câncer no ano passado.
Vivo, Quércia media forças com Temer pelo controle do diretório paulista do PMDB. Morto, tornou-se alvo de admiração do ex-desafeto.
Ao discursar, Temer disse, voltando-se para Alckmin:
"Vossa Excelência teve a sabedoria de não designar uma pequena rua, uma pequena avenida para o nome do Quércia. Isso vulneraria a grandiosidade dele."
Mais adiante, Temer soou metafórico:
"Essa ponte, grandiosa como é, fará não apenas a ligação de bairros com a marginal, mas fará, politicamente, a ligação entre várias lideranças do nosso país."
A ligação que interessa a Temer é o apoio de Alckmin ao deputado federal Gabriel Chalita, candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo.
Instado a comentar o discurso sinuoso de Temer, Alckmin fingiu-se de desentendido:
"A ponte diminui distâncias, supera obstáculos. E nós relacionamos essa obra ao governador Quércia por seu papel importante na redemocratização do país."
Curioso, muito curioso, curiosíssimo. O PSDB, como se sabe, nasceu de uma dissidência do PMDB.
Uma dissidência escorada no questionamento ao estilo e aos método$ de Quércia, personagem que ingressou pobre na política e morreu milionário.
Pingavam dos lábios de Mario Covas as críticas mais ácidas ao e$tilo de Quércia. Cria política de Covas, Alckmin agora converte o criticado em nome de ponte.
Chalita, o candidato que Temer se esforça para empinar, é um político nômade. Hoje está aqui. Amanhã, ali. Depois de amanhã, acolá.
Ex-secretário de Educação de Alckmin, Chalita já foi tucano. Após passagem relâmpago pelo socialismo de resultados do PSB, aninhou-se no PMDB.
Quem olha para a biografia do jovem deputado, mesmo que não entenda nada de política, percebe as politicagens.
A eventual formalização da parceria PMDB-PSDB não é garantia de sucesso para Chalita. Mas o candidato teria um formidável tempo de televisão.
De resto, Chalita iria às urnas como candidato multiuso. Para Alckmin, um amigo na campanha. Ótimo para dias de chuva.
Para Temer, uma oportunidade para desgrudar do PMDB, ainda que em âmbito municipal, a pecha de linha auxiliar do petismo. Ótimo para dias de Sol.
Só falta agora combinar com os russos. Que em São Paulo atendem pelos nomes de José Serra e Lula.

Escrito por Josias de Souza às 05h25

Sebastião Nery - Tribuina da Internet - link (aqui)

 
 
quinta-feira, 28 de julho de 2011 | 03:00

A volta do coronelismo

Sebastião Nery
Na vasta literatura sobre o coronelismo no Brasil, dois livros, já clássicos, se destacam: “Coronelismo, Enxada e Voto”, do chefe da Casa Civil de Juscelino na presidência da Republica, Consultor Geral da Republica e ministro do Supremo Tribunal Federal, o saudoso jurista e professor Victor Nunes Leal, e “Coronel, Coronéis”, do ex-ministro do Tribunal de Contas da União e presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vinicius Vilaça.
São estudos, pesquisas e testemunhos de uma realidade nacional de mais de meio século, antes da década de 50, aparentemente já ultrapassada.
***
CHICO HERACLIO

Um dos símbolos daqueles tempos foi o famoso, valente e sábio coronel Chico Heraclio, de Limoeiro, em Pernambuco, que reinou décadas na sua cidade e suas terras, e nas cidades e terras da região. Foi o mais poderoso coronel do Nordeste, senhor da terra, do fogo e do ar em Limoeiro, onde a ultima palavra era sempre dele.
Mandava no comercio, na Prefeitura, na Camara de Vereadores, na Justiça. E sobretudo nos votos. Morreu em 1974, aos 89 anos.
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FILOSOFIAS

Deixou suas lições e filosofias, nem sempre corretas sabedorias:
- “Governo, meu filho, é como mulher: – Se não dá o que você quer, não tem nada a fazer com ela. Melhor esquecer do que ficar sofrendo”.
- “Não existe cabeça dura para pancada e dinheiro. Depende da quantidade”.
- “Quem não pode com o pote, não pega na rodilha”.
- O eleitor de Recife é muito a favor do contra”.
- “Governo não bota roçado, mas está sempre colhendo”.
Daria um dicionário.
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AGAMENON
Em 1950, jogou tudo na campanha de Agamenon Magalhães contra João Cleofas, na disputa do governo do Estado. Deu mais de 70 por cento dos votos da região a Agamenon. Agamenon tomou posse, Chico Heráclito foi lá. Agamenon estava eufórico:
- Chico, use e abuse do meu governo.
- Governador, muito obrigado. A Secretaria da Fazenda e a Secretaria de Segurança o senhor não dá a ninguém. As outras não valem nada. Não quero nada. A não ser pedir para colocar água em Limoeiro e pelos meus amigos quando for preciso.
Pouco depois, voltou ao Palácio para pedir a Agamenon a aposentadoria de um amigo, juiz com poucos anos de função.
- Mas Chico, isso é muito difícil.
- Governador, se fosse fácil eu não vinha lhe pedir. Governo existe é para fazer as coisas difíceis. As fáceis a gente mesmo faz.
***
FURNAS

Esse era um mundo de priscas eras, mais de meio século, que se imaginava perdido no tempo.
De repente, o país viu ressurgir o coronelismo político, liderado exatamente pelos dois mais fortes partidos: PT e PMDB.
No início do governo, a cada dia estouravam nas TVs, jornais, internet, novas e virulentas batalhas entre petistas e peemedebistas,disputando cargos no novo governo e, na verdade, impedindo que a Dilma governasse em paz.
Há exemplos por toda parte, todos os Estados. No Rio, PT e PMDB estraçalharam-se para ficarem com a direção de Furnas. Por que tanta voracidade? Não era pela energia de Furnas. Era pelo dinheiro de Furnas.
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NORDESTE
No Ceará, a mesma coisa. O governador Cid Gomes (PSB) exigia o Banco do Nordeste e o irmão de José Genoino, o deputado Guimarães, cujo assessor carregava na cueca 200 mil dólares até hoje inexplicados, não abria mão da FUNASA, um latifúndio de dinheiro e cargos públicos.
No Rio Grande do Norte, o insaciável Henrique Eduardo dizia que o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) era dele e não abre.
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LULA

O país estava tendo uma estranha sensação de alívio, de bem estar, que ainda não sabia de onde vinha. É só prestar atenção que saberá. Eu sei. Era a primeira vez, em 8 anos, em que não se ouvia um só discurso de Lula.
Aquele bestialógico noturno diário, assegurado pela conivência bem paga das TVs, sobretudo do “Jornal Nacional” da Globo, acabara.
Nada fez tão bem ao país quanto livrar-se da verborragia de Lula. Mas agora ele quer começar tudo de novo

Charge do dia




Charge do dia 28/07/2011


Humberto - Jornal do Commercio - Recife, PE