sexta-feira, 10 de junho de 2011

E por falar em governo


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Acredite se puder, Ideli Salvatti é a nova articuladora política do governo Dilma

E o tal Luiz Sérgio aceitou a pasta da pesca

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Deu no UOL Notícias (aqui)

10/06/2011 - 16h39 / Atualizada 10/06/2011 - 17h29

Ideli Salvatti e Luiz Sérgio dizem que trocam de tarefa, mas não de responsabilidades

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília


Na primeira entrevista coletiva após a oficialização da troca de pastas entre Ideli Salvatti (nova ministra das Relações Institucionais) e Luiz Sérgio (novo ministro da Pesca), os ministros afirmaram nesta sexta-feira (10) que trabalharão juntos na articulação política. Para Ideli, isso é uma tarefa de todo o governo. Eles chegaram abraçados para a entrevista coletiva.
“É uma troca de tarefas, mas não de responsabilidades. Vou beber muito na fonte do Luiz Sérgio”, afirmou a ministra, que trocará de funções com o colega a partir de segunda-feira (13). “Já executamos muitas tarefas juntos e vamos continuar.”
A indicada de Dilma afirmou que o perfil combativo que mostrou como líder do PT e, mais tarde, como líder do governo no Senado não será o mesmo na nova função. "Não sei se é Idelizinha paz e amor, mas é ouvir muito e negociar muito", afirmou ela, que assumirá o cargo em meio a uma crise do Palácio do Planalto na coordenação política com o Congresso.
  • Alan Marques/Folhapress Luiz Sérgio ficou enfraquecido no Ministério de Relações Institucionais após a saída de Palocci
  • Folhapress A então ministra da Pesca, Ideli Salvatti, aceitou o convite, apesar das restrições de petistas na Câmara

"Já executei muitas tarefas na vida, você tem que atuar conforme as exigências de cada tarefa. Não vou usar só dois ouvidos, vou ouvir muito mais", afirmou.
Ideli disse ainda que a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também ajudará na articulação política apesar de Dilma ter pedido a ela que atuasse especialmente no gerenciamento do governo.

Prêmio de consolação

Pressionado nas últimas semanas por petistas e peemedebistas, Luiz Sérgio negou que sua mudança para a pasta da Pesca tenha sido um prêmio de consolação. "O Ministério da Pesca é muito importante. A pesca tem um peso muito significativo para o Rio de Janeiro, para Angra dos Reis, cidade onde eu fui prefeito", disse. Ideli lembrou que Santa Catarina, Estado onde fez carreira política, é um grande produtor na área da pesca, enquanto o Rio de Janeiro, de Luiz Sérgio, é um grande consumidor.

"Para eu, que sou de Angra dos Reis, pescar é uma atividade mais do que prazerosa", comentou Sérgio.

O ministro afirmou que a mudança é uma "reformulação natural para todo o governo". Ele negou que a base governista no Congresso esteja desarticulada e disse não ter mágoa nem rancor daqueles que pediram sua saída do cargo.

Entenda a troca

Em crise com sua base aliada no Congresso, a presidente Dilma Rousseff decidiu nesta sexta pela troca de pastas. O agora ex-titular da coordenação política se enfraqueceu no cargo após a saída de Antonio Palocci da Casa Civil, na última terça-feira (7).
A definição foi feita depois de Luiz Sérgio ir ao Palácio da Alvorada para entregar seu pedido de afastamento a Dilma. Em seguida, a presidente se reuniu no Palácio do Planalto com Ideli, com quem esteve na quinta-feira (9) em Santa Catarina. A ex-titular da Pesca aceitou o convite, apesar das restrições de petistas na Câmara dos Deputados.
Ideli, 59, foi líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. Em 2010, disputou o governo de Santa Catarina e foi derrotada por Raimundo Colombo (de saída do DEM para o PSD). Indicada à pasta da Pesca, foi contestada por não ter experiência na área. Sua indicação ao cargo foi aprovada pelo PMDB, partido do vice Michel Temer.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), também era cotado para o cargo. Luiz Sérgio é deputado federal licenciado, mas se voltasse ao Congresso enfrentaria divisões na própria bancada petista que liderou até recentemente.
Com a mudança, o governo tem três mulheres nas principais posições do Palácio: além de Dilma e de Ideli, Gleisi Hoffmann se tornou ministra-chefe da Casa Civil depois de denúncias apontarem o rápido enriquecimento de Palocci, detonando uma crise na articulação política do Planalto com o governo.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), chegou a defender a manutenção de Luiz Sérgio em uma pasta fortalecida – a falta de força do ministro no Palácio do Planalto rendeu a ele no Congresso o apelido de “garçom”, por se limitar a anotar pedidos. A grande maioria deles nem sequer se concretizava.

O enfraquecimento de Luiz Sérgio

Depois da saída de Palocci, a situação do ministro das Relações Institucionais se fragilizou. O agora ex-ministro-chefe da Casa Civil, substituído por um quadro técnico, a senadora Gleisi Hoffmann, concentrava grande parte das articulações com parlamentares. Como a nova ocupante do cargo se concentrará em projetos do governo, foi colocada em dúvida a capacidade de Luiz Sérgio, deputado de quatro mandatos, articular a base aliada.
As especulações sobre a saída do ministro se fortaleceram ontem, mas o ministro foi ao microblog Twitter para negar que tenha pedido o afastamento. Pouco depois, líderes petistas na Câmara, como o presidente Marco Maia (RS), o líder do governo, Cândido Vaccarezza (SP) e o líder na Casa, Paulo Teixeira (SP), saíram em sua defesa.
Peemedebistas queriam a troca do ministro, mas não por Ideli, uma ex-senadora que tem pouco trânsito na Câmara. Todos os principais líderes petistas dizem ter consideração por Ideli, mas, por outros colegas de Congresso, ela é vista como beligerante.

E por falar em ministro fraco:

Deu no site de Cláudio Humberto (aqui)


10/06/2011 | 00:00
 

Teve até briga por cadeira na posse de Gleisi

Um incidente na posse da ministra Gleisi Hoffmann ilustra a dificuldade do governo no Congresso. O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) estava sentado ao lado de Roberto Requião (PMDB-PR) quando chegou o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), com a arrogância peculiar: “Este lugar é meu”. Valadares não se alterou: “Se quer sentar, puxe uma cadeira”. Requião fez graça: “Se não encontrar, pode sentar no meu colo...” Mercadante fechou a cara e saiu de fininho.

Eu Vim da Bahia - João Gilberto

 
 

Desafinado - Stan Getz & João Gilberto



Vivo Sonhando - Stan Getz & João Gilberto

 
 

João Gilberto - Carinhoso



Lições da Espanha - Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
sexta-feira, 10 de junho de 2011 | 03:30

Sebastião Nery
O nome dele era Isidoro. Todo mundo sabia quem era, mas ninguém sabia como era. Secretario-geral do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), o mais antigo do pais, fundado por Pablo Iglesias em 1879,era o grande enigma da abertura que viria.          
Filho de um vaqueiro da Andaluzia, nascido em 5 de março de 1942, sofria de asma desde os dois anos. No curso secundario, tinha que optar entre Letras e Ciências. A mãe o matriculou em Ciências. Não sabe por que, trocou para Letras e estudou Direito.         
Na Faculdade, atuou entre os grupos universitários  católicos. Em 1962, conheceu um grupo de colegas socialistas já organizados (são como irmãos até hoje): Afonso Guerra, Guilhermo Galeote e Luis Yanez. Tinham um projeto : assumir o comando do Partido Socialista em Sevilha, depois na Espanha e a partir daí o governo.  Vinte anos depois, em 1982, conseguiram. 
ISIDORO 
Formado, Isidoro montou escritório de advocacia sindical para fazer política na ilegalidade. Em 65 e 66 estudou dois anos na Bélgica, voltou para a luta interna no PSOE e a externa contra Franco. Em 69, assumem o comando do PSOE  em Sevilha:
- “Logo percebi que meu discurso tocava as pessoas”.
Em 72, no congresso do PSOE na França, entraram para a direção nacional. Em 74, Isidoro se elegeu secretario-geral, derrotando o velho Rodolpho Lopis, 79 anos, herói da guerra civil. Mudou-se para Madri, sempre clandestino e sempre Isidoro.
Foi lá que o conheci, em 1976, os cabelos bem negros, cheios, caindo sobre o pescoço, a barba cerrada, a boca grande, um discurso forte e 35 anos.  Em dezembro de 76, convocou a imprensa e anunciou que o PSOE estava voltando à legalidade depois de 40 anos proibido e na clandestinidade.
FELIPE 
Já não era mais Isidoro. Era Felipe, Felipe Gonzalez. Nas eleições de 15 de junho de 77 para a Constituinte, seu partido fez 28,51%% dos votos. O Partido Comunista 9,025%. A Aliança Popular, a direita ex-franquista, 8,19%. Ganhou as eleições a UCD (União do Centro Democrático) de Adolfo Suarez, o chefe do governo(Presidente do governo, como dizem lá) com 34,34%.
Só em 82 Felipe e seu PSOE ganhariam as eleições. Mas aquela Constituinte era uma primeira lição para o mundo. Depois de 41 anos de ditadura, a Espanha entregava o pais à competência, determinação e sabedoria de três jovens : o rei Juan Carlos, 39 anos; o chefe do governo Adolfo Suarez, 45 anos; e Felipe Gonzalez, o líder da oposição, 35 anos. 
Os três construíram a nova Espanha.  Em 1992, em Madri, ouvi Felipe Gonzalez, então presidente da Espanha,  dizer a Fernando Collor, presidente do Brasil:
- “Fernando, governar é resistir”.
AZNAR
A partir de 82, Felipe e seus socialistas ganharam quatro eleições e governaram durante 16 anos. Até que perderam para o Partido Popular de José Maria Aznar, que ficou dois mandatos. E os socialistas voltaram com José Luis Zapatero por 8 anos.
Agora, nas eleições municipais, levaram uma “surra histórica” : 37% contra 27%. Das 13 comunidades autônomas (províncias), perderam em 11 e nas maiores: Madrid, Barcelona, Andaluzia, Sevilha, Galícia. Ganharam Pais Basco e Astúrias.       
LIÇÃO
Em 2012 é inevitável outra derrota do PSOE, agora sob o comando do vice do governo Alfredo Rubalcaba ou do secretario-geral do partido José Blanco, que disputarão o comando do PSOE em previas, e o governo contra o secretario do PP Mariano Rajoy.
E mais uma vez a Espanha dá outra lição de democracia ao mundo. O poder longo cansa e perde. Se os problemas econômicos e sociais crescem, é preciso entregar o governo a outros e testar.

Battisti, Frattini richiama l'ambasciatore - Corriere Della Sera, it - link (aqui)

 

Forte presa di posizione diplomatica della Farnesina contro la scelta di scarcerarlo

La Francesca fatto rientrare da Brasilia per chiarimenti dopo la decisione di scarcerare l'ex leader dei Pac


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Cesare Battisti nel momento in cui ha lasciato il carcere di Papuda (Ansa)

MILANO - Restano tesi i rapporti tra Roma e Brasilia, dopo la decisione del tribunale supremo brasiliano di non concedere l'estradizione di Cesare Battisti, l'ex capo dei Proletari armati per il comunismo su cui pesa una condanna mai scontata per quattro omicidi risalenti agli anni di piombo. Il ministro degli Esteri, Franco Frattini, ha deciso di richiamare temporaneamente in Italia l'ambasciatore italiano in Brasile. Una nota della Farnesina precisa che Gherardo La Francsca è stato richiamato per consultazioni. Nel linguaggio diplomatico, tuttavia, si tratta di un atto che esprime forte irritazione. Il governo, del resto, non ha accolto bene la decisione, su cui anche il capo dello Stato, Giorgio Napolitano, ha espresso in maniera decisa le proprie perplessità parlando addirittura di accordi e amicizia «lesi»

«RICHIAMO PER APPROFONDIRE» - «Il richiamo si legge nella nota - è stato deciso per approfondire, insieme alle altre istanze competenti, gli aspetti tecnico-giuridici relativi all'applicazione degli accordi bilaterali esistenti, in vista delle iniziative e dei ricorsi da esperire in merito nelle sedi giurisdizionali internazionali».  

LA VICENDA - Due giorni fa il Tribunale supremo federale del Brasile aveva deciso definitivamente di non estradare in Italia Battisti, dando così seguito alla decisione assunta dall'ex presidente Ignacio Lula Da Silva, che è stato subito rimesso in libertà. L'Italia da anni cerca di avere l'estradizione di Battisti che prima di fuggire in Brasile, dove poi è stato arrestato, aveva vissuto per oltre vent'anni in Francia godendo della protezione della cosiddetta «dottrina Mitterand», ovvero il principio per cui Parigi concedeva ai dissociati dalla lotta armata la possibilità di rifarsi una vita in terra francese non concedendo l'estradizione. Un protocollo che Sarkozy aveva rimesso in discussione e da cui era scaturita la decisione di Battisti di riparare a Rio de Janeiro. E proprio sul suolo carioca era stato individuato e arrestato dalla polizia brasiliana. Ora però, laggiù, è un libero cittadino.
Redazione Online
10 giugno 2011

Nace el estilo Kate - El País, es - link (aqui)

 

La duquesa de Cambridge, brilla en una gala solidaria llena de estrellas

EL PAÍS - Madrid - 10/06/2011 

Ha nacido el estilo Kate. No hay duda. Así lo proclaman hoy todos los diarios digitales británicos que se hacen eco de la primera aparición oficial de la duquesa de Cambridge en una gala solidaria a la que acudió con su esposo, Guillermo de Inglaterra. Vestida con un espectacular traje de noche, Catalina de Middleton fue la gran estrella. Esta vez no apostó por un traje de bajo coste de esos que se pueden comprar por Internet y sí por un diseño de alta costura de Jenny Packham valorado en 4.000 euros. La cita marcó el inicio de las obras filantrópicas de la duquesa como miembro de la familia real británica.


Catalina Middleton

La duquesa eligió un vestido de Jenny Packhman para asistir a la gala.- GTRESONLINE

La gala estaba destinada a recaudar fondos para Absolute Return, una organización que ayuda a los jóvenes y con la que colabora la Fundación de los príncipes Guillermo y Enrique. El escenario de la fiesta fue el palacio de Kensington. Celebridades como Liz Hurley, Jemima Khan y David Furnish se encontraban entre los 1.000 invitados que asistieron a gala cuya entrada costaba 5.000 euros.
Durante su discurso, Guillermo anunció que la duquesa de Cambridge se había unido a él y a su hermano, el príncipe Enrique en el patronato de su Fundación para los jóvenes. "Nuestro objeto es ampliar horizontes y animar a los jóvenes para lograr lo que puede parecer inalcanzable para ellos", dijo el duque. "Vamos a generar oportunidades en la educación de los jóvenes en el Reino Unido y, posteriormente, expandirse más allá de nuestras costas, a varios países africanos".
Colin Firth, protagonista de El discurso del rey, estaba entre los invitados como Laura Bailey, Tom Ford, Elisabeth Murdoch, Pablo de Grecia y Marie Chantal Miller, y el barón y la baronesa de Rothschild y el multimillonario de origen suizo Arpad Busson, que tiene dos hijos con su ex pareja, la modelo Elle Macpherson, y en los últimos años ha salido con la actriz Uma Thurman.
Tras varias subastas, donativos y juegos, al final de la gala se contó el dinero obtenido. La suma fue todo un éxito, 14 millones de libras.

Rousseff suelta amarras de Lula - el País, es - link (aqui)

 

La caída de Palocci, mano derecha del expresidente y padre del milagro económico, abre una nueva etapa política - Una senadora inexperta será ministra de Presidencia

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 09/06/2011

El legado de Luiz Inácio Lula da Silva y su ascendencia sobre su sucesora no van a disiparse de un plumazo, pero la presidenta brasileña, Dilma Rousseff, comienza a soltar amarras. La dimisión el martes por un escándalo de corrupción de Antonio Palocci -ministro de la Presidencia (Casa Civil), figura crucial en el Gobierno, abanderado de la disciplina fiscal y del control de la inflación, y embajador ante los inversores extranjeros- ha desatado en Brasil un terremoto político teñido de incógnitas económicas. Los analistas se preguntan si la renuncia de Palocci significa para la presidenta una crisis de credibilidad y una muestra de debilidad política a cinco meses de haber constituido su Ejecutivo. Pero otros expertos se plantean si la decisión de prescindir de Palocci -contra la voluntad de Lula- es la señal de que "por fin Dilma comienza a ser Dilma", de que la presidenta empezará a gobernar con mayor libertad, sin necesidad de muletas protectoras.

Rousseff y Lula

Rousseff y Lula, en la toma de posesión de la actual presidenta de Brasil, el pasado enero en la sede del Gobierno en Brasilia.- CELSO JUNIOR (SIPA)

La historia se repite. Lula da Silva sufrió su primera grave crisis política en 2005, tres años después de formar Gobierno. El entonces ministro de la Presidencia -una suerte de primer ministro- y el hombre más influyente de su Gabinete, José Dirceu, tuvo que dimitir por un escándalo de corrupción. A su sucesora, Dilma Rousseff, la crisis le ha explotado nada más arrancar su mandato.
Palocci -exministro de Economía de Lula y autor del milagro económico del predecesor de Rousseff- fue impuesto por Lula a la presidenta como garantía ante el mundo financiero y empresarial de que continuaría la senda del proyecto liberal del antiguo sindicalista, que logró sacar de la pobreza a decenas de millones de personas y transformó Brasil en una potencia económica y política que va a atraer la atención del mundo en los próximos años con la organización de los Mundiales de fútbol (2014) y los Juegos Olímpicos (2016).
Palocci fue uno de los cerebros de este milagro que ha colocado la economía del gigante latinoamericano en una situación privilegiada: crecimiento del 7,5% del PIB en 2010; 4,9% de inflación, 7% de desempleo y 10.800 dólares de renta por habitante. Aunque este año el comportamiento de la economía no es tan prometedor y el relevo de Palocci ha generado un interrogante: ¿se aplicará una política económica más intervencionista por parte del Estado?
La presunta corrupción de Palocci -su patrimonio se multiplicó por 20 en los últimos cuatro años- y el hecho de que Rousseff no se decidía a cortar por lo sano estaban desangrando al Gobierno y envenenando la opinión pública. Ahora ha cogido al toro por los cuernos.
Los analistas observan como un síntoma significativo de su independencia el hecho de que Rousseff haya escogido para reemplazar al ministro de la Presidencia no a otro barón del antiguo Gobierno de Lula, sino a la abogada Gleisi Hoffmann, de 45 años, prácticamente desconocida, con escasa experiencia política y que acaba de estrenarse como senadora y representante de una nueva generación de políticos no comprometidos con el pasado.
Hoffman se parece mucho más a Rousseff cuando fue escogida por Lula como ministra de la Presidencia que al dimisionario Palocci. Es una ejecutiva, más gestora que política. La propia Hoffmann ha afirmado que ayudará a "gestionar" los asuntos del Gobierno. Por eso ha sido ya apellidada "la Dilma de Dilma".
Otra duda que persiste, acompañada de ciertas sombras sobre la vulnerabilidad del Gobierno, es si la nueva e inexperta ministra de la Presidencia sabrá moverse con acierto entre bambalinas. Palocci había logrado forjar la coalición de Gobierno y era el encargado de gestionar las relaciones con los partidos políticos en el Congreso. "Rousseff no tiene un operador político para mantener unida la coalición y protegerla del hambre de poder de los aliados", aseguraba ayer a Reuters el analista político José Luciano Dias.
Estas circunstancias van a obligar a Rousseff a comenzar a crear su verdadero Gobierno. Hasta ahora, se decía que el Ejecutivo que había formado, con la ayuda de Lula, era más bien un Gobierno Dilma-Lula.
Hay quien, como el analista César Maia, considera una baza inteligente la decisión de sustituir al poderoso Palocci por una mujer. Es un cambio que cuenta con la aprobación de la opinión pública, ante la que la presidenta estaba perdiendo puntos. Según Maia, la gente común piensa que "una mujer es siempre más difícil de corromper que un hombre". Otra historia que vuelve a repetirse. Lula, cuando prescindió del entonces jefe de la Presidencia, José Dirceu, escogió a otra mujer: Dilma Rousseff.
Es impensable que la presidenta haya decidido librarse completamente de la tutela de Lula. Nunca lo haría. Pero es cierto que este episodio la presenta ante la opinión pública y ante la clase política con una impronta más independiente.
Habrá que esperar meses para saber si su decisión, que le ha costado sangre sudor y lágrimas adoptar, resultará la adecuada. De ser así, caminaría ya con sus propios pies y tendrá asegurada su reelección en 2014. De lo contrario, Lula ya ha hecho saber que él sigue en el banquillo de reserva, preparado para tomar el timón, es decir, para volver en 2014. Si Rousseff triunfara, será también el triunfo de Lula, que la escogió. Si la presidenta fracasara -ya lo ha dicho Lula en público- habrán sido sus enemigos quienes la hayan hecho fracasar, y en ese caso el sindicalista tomaría de nuevo el relevo.

Dos dimisiones en cinco años

- Antonio Palocci, de 50 años, estudió medicina en su ciudad natal, Ribeirão Preto, en São Paulo. Militó en el trotskismo, pero con los años abrazó la ortodoxia liberal. Fue mano derecha de Lula da Silva y ministro de Hacienda entre 2003 y 2006.
- En 2006, Palocci tuvo que dimitir por primera vez. Se le acusó de haber utilizado su cargo para investigar las cuentas del casero de una mansión de Brasilia que dijo haberle visto en fiestas con prostitutas y empresarios.
- Palocci fue elegido ese año diputado y empezó a dirigir Projeto, una consultoría de inversiones con la que, según la prensa brasileña, utilizó su influencia para enriquecerse.
- Se le acusa de haber multiplicado su patrimonio por 20 en los últimos cuatro años. Solo en 2010, año en que dirigió la campaña de Dilma Rousseff, ingresó 85 millones de euros. Según la prensa local, Palocci alquila en São Paulo un lujoso apartamento de 400 metros cuadrados. El año pasado compró otro en la misma ciudad por 2,8 millones de euros.
- Todas esas denuncias han hecho que haya tenido que dimitir ahora de su cargo de ministro de la Presidencia. La segunda vez en cinco años.

Pedagogia do amém - Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)

 
 
10 de junho de 2011 | 0h 00
 
Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
 
Treinados que são nas lides do poder, os rapazes do PMDB não vão se rebelar, em público, contra a presidente Dilma Rousseff. Contudo, que ela tenha em mente um dado: sua autoridade é inerente ao cargo, mas a solidariedade para enfrentar as dificuldades se conquista no exercício cotidiano da parceria.
Mandar um auxiliar ameaçar o vice-presidente da República para que o partido dele se comporte no Congresso conforme o desejo do Palácio do Planalto e dias depois repetir o gesto de menosprezo, informando ao vice de uma decisão àquela altura já conhecida por meia Brasília, convenhamos, não é a melhor maneira de atuar em regime de coalizão.
Aos sócios da aliança motiva todo tipo de interesse: legítimos e ilegítimos. No primeiro caso se incluem a divisão dos cargos passíveis de comando político e também o compartilhamento de algumas decisões, notadamente as que digam respeito diretamente às relações entre Executivo e Legislativo.
No segundo, ficam as chantagens, as malfeitorias e vilipêndios em geral que cabe ao governante administrar de modo a privilegiar sempre o interesse público. Aí incluída a observância da lei, da responsabilidade e da ética.
Quando aceitou ingressar no mercado eleitoral e disputar a Presidência da República sustentada numa aliança de mais de dez partidos, Dilma Rousseff aceitou também as regras do jogo.
Quando firmou sociedade majoritária com o PMDB, dando ao partido a Vice-Presidência, Dilma fechou o acordo que lhe permitiu acesso a todos os benefícios da legenda (tempo de televisão, estrutura e palanques no País todo), além de impedir que fossem carreados à candidatura adversária.
Estava irremediavelmente comprometida com o PMDB. Para o bem e o mal.
Quando ganhou a eleição e se viu sustentada por uma maioria congressual que reduziu a oposição a pouco menos que uma insignificância, Dilma Rousseff já deveria saber que seria preciso mais que a simples divisão do ministério e escalões inferiores aos aliados para governar.
Seria imprescindível considerá-los e tratá-los como parceiros de fato, conferindo-lhes prestígio e atenção. Sob pena de não poder contar com a contrapartida da lealdade e não dispor de moral para cobrá-los por eventual abandono ao longo do caminho.
Até agora a presidente parece não ter compreendido isso, aplicando, como forma de afirmação de autoridade, à falta de outras habilidades, a pedagogia do amém.
Quer solidariedade, mas não oferece nada além do desdém. Aproveita-se, claro, da má fama dos políticos, notadamente da imagem construída pelo PMDB durante anos de serviços prestados ao fisiologismo.
Aos cinco meses de governo lhe é dada a oportunidade de perceber que as coisas não são tão simples, que governo eleito na esteira de uma composição política deve exercitar a arte de ouvir e se comunicar internamente.
Se entender o espírito da coisa, Dilma terá a seu lado os aliados como tiveram os antecessores Lula e Fernando Henrique. Se não entender, não adianta demitir ministros, porque estará sempre trocando seis por meia dúzia.
Battisti. O Supremo decidiu, está decidido. Mas, desta vez, equívocos em série podem levar o Brasil ao Tribunal Internacional de Haia por alegação do governo italiano de descumprimento do tratado de extradição entre os dois países, na decisão do então presidente Lula de não mandar Cesare Battisti de volta ao país que o condenou à prisão perpétua por quatro assassinatos.
Equívocos iniciados com a decisão do então ministro da Justiça, Tarso Genro, de contrariar parecer de órgão técnico de sua pasta pela extradição; continuados com a transferência da palavra final a Lula pelo Supremo apesar de sentença favorável à exigência da Itália; culminados com o veredicto presidencial baseado na suposição de que a Itália não seja um Estado de pleno Direito.
Resultado: depois da bizarra mediação de acordo com o Irã, eis o Brasil de novo exposto desnecessariamente ao risco do constrangimento internacional.

Contra Ideli, o PT se unifica em torno de Vaccarezza - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


09/06/2011

Fotos: Lula Marques e Joedson Alves/Folha
Dilma Rousseff deve definir nesta sexta (10) o que fazer com a coordenação política de seu governo.
Agendou para o período da manhã uma reunião com o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais). Deve trocá-lo.
Como Luiz Sérgio é egresso da bancada do PT na Câmara, os deputados do partido consideram que a vaga é deles.
Após intensa disputa, o petismo unificou-se. Nos subterrâneos, decidiu-se apoiar Cândido Vaccarezza (PT-SP), atual líder do governo na Câmara.
Há, porém, um problema: Dilma emitiu sinais de que prefere a ex-senadora Ideli Salvatti (PT-SC), atual ministra da Pesca.
Sob Lula, Ideli foi líder do governo no Senado. Notabilizou-se pelas brigas que comprou no Legislativo em defesa do Planalto.
A queda de Dilma por Ideli deixou espantados os deputados e até os senadores do PT. Alega-se que falta à ex-senadora traquejo para a articulação política.
O risco de a presidente nomear Ideli produziu um movimento pró-Vaccarezza que, na véspera, parecia improvável.
A súbita unidade do petismo foi materializada numa reunião de Vaccarezza com dois petistas que resistiam ao nome dele.
Vaccarezza posou para fotos ao lado do presidente da Câmara, Marco Maia (RS), e do líder do PT na Casa, Paulo Teixeira (SP) –veja a imagem lá no alto.
Em público, disseram que não se opõem a Ideli. Vaccarezza simulou constrangimento com as notícias que o apresentam como ministeriável.
Longe dos refletores, ficou combinado que, se Vaccarezza for para o Planalto, vai-se tentar acomodar na liderança do governo Pepe Vargas (PT-RS), do grupo de Maia.
Mais cedo, Vaccarezza reunira-se com o líder do PT no Senado, Humberto Costa e com dois pesos pesados do PMDB: José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL).
Costa avalizou o nome de Vaccarezza. Acha que, após a nomeação da senadora Gleisi Hoffmann para a Casa Civil, é razoável que o articulador político seja um deputado.
Sarney e Renan mostraram-se simpáticos às pretensões dele. O PMDB não deve, porém, pegar em lanças por Vaccarezza.
Os dois morubixabas pemedebês têm dívidas políticas com Ideli. Ela ficou do lado de Renan e Sarney nos momentos em que, sob crise, o PT hesitou em apoiá-los.
De resto, em combinação com o vice-presidente Michel Temer, a caciquia do partido decidiu não se meter na escolha do articulador político.
“Vamos apoiar o nome que a presidenta escolher”, disse ao blog Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.
“É importante que seja um nome da confiabilidade da Dilma e que tenha poder efetivo para falar em nome dela, com autonomia de decidir...”
“...Esse é o perfil, mas o PMDB não vai opinar. O essencial é que a pessoa escolhida respeite a base, não só o PMDB, mas os 14 partidos que a integram”.
De passagem por Santa Catarina, Estado de Ideli, Dilma reuniu-se com ela. No Planalto, informou-se que a presidente a sondou.
Há três dias, ao comunicar ao vice Temer a decisão de trocar Antonio Palocci por Gleisi Hoffmann, Dilma dissera a ele que dar sobrevida a Luiz Sérgio.
Chegou a afirmar que o ministro era “vítima” de ataques injustos. Informou que, se decidisse trocá-lo, conversaria antes com Temer.
A movimentação do PT irritou Dilma e precipitou o processo. Fritado pelo próprio partido, Luiz Sérgio tornou-se ex-ministro esperando para acontecer.
E Dilma vê-se compelida a tomar uma decisão. A menos que tire outra surpresa da cartola, terá de optar entre o coração (Ideli) e o pragmatismo (Vaccarezza).

Escrito por Josias de Souza às 23h11

Charge do dia

http://www.elpais.com/recorte/20110610elpepuvin_1/XLCO/Ges/20110610elpepuvin_1.jpg


Erlich - El País, es