
Acredite se puder, Ideli Salvatti é a nova articuladora política do governo Dilma
E o tal Luiz Sérgio aceitou a pasta da pesca
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Do UOL Notícias
Em Brasília
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Deu no UOL Notícias (aqui)
10/06/2011 - 16h39 / Atualizada 10/06/2011 - 17h29
Ideli Salvatti e Luiz Sérgio dizem que trocam de tarefa, mas não de responsabilidades
Maurício SavareseDo UOL Notícias
Em Brasília
Na primeira entrevista coletiva após a oficialização da troca de pastas entre Ideli Salvatti (nova ministra das Relações Institucionais) e Luiz Sérgio (novo ministro da Pesca), os ministros afirmaram nesta sexta-feira (10) que trabalharão juntos na articulação política. Para Ideli, isso é uma tarefa de todo o governo. Eles chegaram abraçados para a entrevista coletiva.
“É uma troca de tarefas, mas não de responsabilidades. Vou beber muito na fonte do Luiz Sérgio”, afirmou a ministra, que trocará de funções com o colega a partir de segunda-feira (13). “Já executamos muitas tarefas juntos e vamos continuar.”
A indicada de Dilma afirmou que o perfil combativo que mostrou como líder do PT e, mais tarde, como líder do governo no Senado não será o mesmo na nova função. "Não sei se é Idelizinha paz e amor, mas é ouvir muito e negociar muito", afirmou ela, que assumirá o cargo em meio a uma crise do Palácio do Planalto na coordenação política com o Congresso.
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Luiz Sérgio ficou enfraquecido no Ministério de Relações Institucionais após a saída de Palocci
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A então ministra da Pesca, Ideli Salvatti, aceitou o convite, apesar das restrições de petistas na Câmara
"Já executei muitas tarefas na vida, você tem que atuar conforme as exigências de cada tarefa. Não vou usar só dois ouvidos, vou ouvir muito mais", afirmou.
Ideli disse ainda que a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também ajudará na articulação política apesar de Dilma ter pedido a ela que atuasse especialmente no gerenciamento do governo.
Prêmio de consolação
Pressionado nas últimas semanas por petistas e peemedebistas, Luiz Sérgio negou que sua mudança para a pasta da Pesca tenha sido um prêmio de consolação. "O Ministério da Pesca é muito importante. A pesca tem um peso muito significativo para o Rio de Janeiro, para Angra dos Reis, cidade onde eu fui prefeito", disse. Ideli lembrou que Santa Catarina, Estado onde fez carreira política, é um grande produtor na área da pesca, enquanto o Rio de Janeiro, de Luiz Sérgio, é um grande consumidor.
"Para eu, que sou de Angra dos Reis, pescar é uma atividade mais do que prazerosa", comentou Sérgio.
O ministro afirmou que a mudança é uma "reformulação natural para todo o governo". Ele negou que a base governista no Congresso esteja desarticulada e disse não ter mágoa nem rancor daqueles que pediram sua saída do cargo.
"Para eu, que sou de Angra dos Reis, pescar é uma atividade mais do que prazerosa", comentou Sérgio.
O ministro afirmou que a mudança é uma "reformulação natural para todo o governo". Ele negou que a base governista no Congresso esteja desarticulada e disse não ter mágoa nem rancor daqueles que pediram sua saída do cargo.
Entenda a troca
Em crise com sua base aliada no Congresso, a presidente Dilma Rousseff decidiu nesta sexta pela troca de pastas. O agora ex-titular da coordenação política se enfraqueceu no cargo após a saída de Antonio Palocci da Casa Civil, na última terça-feira (7).
A definição foi feita depois de Luiz Sérgio ir ao Palácio da Alvorada para entregar seu pedido de afastamento a Dilma. Em seguida, a presidente se reuniu no Palácio do Planalto com Ideli, com quem esteve na quinta-feira (9) em Santa Catarina. A ex-titular da Pesca aceitou o convite, apesar das restrições de petistas na Câmara dos Deputados.
Ideli, 59, foi líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. Em 2010, disputou o governo de Santa Catarina e foi derrotada por Raimundo Colombo (de saída do DEM para o PSD). Indicada à pasta da Pesca, foi contestada por não ter experiência na área. Sua indicação ao cargo foi aprovada pelo PMDB, partido do vice Michel Temer.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), também era cotado para o cargo. Luiz Sérgio é deputado federal licenciado, mas se voltasse ao Congresso enfrentaria divisões na própria bancada petista que liderou até recentemente.
Com a mudança, o governo tem três mulheres nas principais posições do Palácio: além de Dilma e de Ideli, Gleisi Hoffmann se tornou ministra-chefe da Casa Civil depois de denúncias apontarem o rápido enriquecimento de Palocci, detonando uma crise na articulação política do Planalto com o governo.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), chegou a defender a manutenção de Luiz Sérgio em uma pasta fortalecida – a falta de força do ministro no Palácio do Planalto rendeu a ele no Congresso o apelido de “garçom”, por se limitar a anotar pedidos. A grande maioria deles nem sequer se concretizava.
O enfraquecimento de Luiz Sérgio
Depois da saída de Palocci, a situação do ministro das Relações Institucionais se fragilizou. O agora ex-ministro-chefe da Casa Civil, substituído por um quadro técnico, a senadora Gleisi Hoffmann, concentrava grande parte das articulações com parlamentares. Como a nova ocupante do cargo se concentrará em projetos do governo, foi colocada em dúvida a capacidade de Luiz Sérgio, deputado de quatro mandatos, articular a base aliada.
As especulações sobre a saída do ministro se fortaleceram ontem, mas o ministro foi ao microblog Twitter para negar que tenha pedido o afastamento. Pouco depois, líderes petistas na Câmara, como o presidente Marco Maia (RS), o líder do governo, Cândido Vaccarezza (SP) e o líder na Casa, Paulo Teixeira (SP), saíram em sua defesa.
Peemedebistas queriam a troca do ministro, mas não por Ideli, uma ex-senadora que tem pouco trânsito na Câmara. Todos os principais líderes petistas dizem ter consideração por Ideli, mas, por outros colegas de Congresso, ela é vista como beligerante.


A queda de Dilma por Ideli deixou espantados os deputados e até os senadores do PT. Alega-se que falta à ex-senadora traquejo para a articulação política.



