quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ana Belén - 'Romance de la pena negra' (directo)



Ana Belén - 'Tatuaje' (directo)

 
 

Ana Belén - Los amores de Ana

 
 

Ana Belén "Herido de Amor"

 
 

Nana Caymmi - Alma mia

 
 

Nana Caymmi - Mienteme mas

 
 

Nana Caymmi - Mi ultimo fracaso

 
 

Nana Caymmi - No puedo ser feliz.

 

 

O bar e os acessórios

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Nicholas Kirkwood


525 €
Escarpin en cuir verni, Nicholas Kirkwood.


(Source - Madame Le Figaro, fr)

Bar é fotografia - Alfred Weissenegger

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Alfred Weissenegger

Untitled

Elio Gaspari - Correio do Povo, RS - link (aqui)

ANO 116 Nº 209 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 27 DE ABRIL DE 2011

Alckmin ''matou'' as aulas de inglês


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O repórter Fábio Takahashi revelou que os estudantes da rede pública de São Paulo estão sem acesso às bolsas que lhes permitiam cursar na rede privada aulas extras de idiomas estrangeiros, sobretudo de inglês. No ano passado esse programa beneficiou 80.800 estudantes. Com isso, o governador Geraldo Alckmin conquistou um título. Foi o único governante que suspendeu um programa de estímulo ao aprendizado de idiomas estrangeiros. É provável que coisa parecida ocorra nas áreas do Afeganistão dominadas pelo Talibã, mas nem o mulá Omar conseguiu prejudicar tanta gente.

Os educatecas de Alckmin justificam a iniciativa informando que o programa será substituído em pouco tempo por outro, maior e melhor. Tudo bem, mas não dizem quanto tempo (e lá se foram quase dois meses do ano letivo), muito menos como será o programa. Uma coisa é certa, os educatecas recebem seus salários em dia, mas desde março a garotada paulista está sem acesso ao programa extracurricular que lhes reforça o aprendizado de idiomas.

A revelação adquire uma dimensão especial quando se sabe que há pouco o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou uma encíclica intitulada "O papel da oposição", pedindo que seu partido (e de Alckmin) se volte para as demandas de milhões de brasileiros que melhoraram de vida. Aprender inglês, ou outro idioma, é uma das prioridades de milhões de jovens nascidos num país diferente daquele em que o governador paulista se formou como médico e chegou a candidato a presidente da República em 2006. Derrotado, foi para um curso em Harvard e contou: "Eu e a Lu estamos aprendendo computador, Internet, falar inglês".

Na China há 100 milhões de pessoas aprendendo inglês. Não é preciso ir tão longe: a Prefeitura do Rio de Janeiro ampliou o ensino do idioma na rede municipal e no ano passado beneficiou 180 mil crianças. Neste ano serão 240 mil.

A ideia de que se pode simplesmente suspender um programa que atendera 80.800 jovens da rede pública é produto da demofobia. Coisa de quem não se preocupa com as consequências de seus atos quando eles atingem o andar de baixo. Nem todo tucano é demófobo (até porque o programa paulista nasceu no tucanato), nem todo demófobo é tucano, mas, se o PSDB não se livrar do véu que lhe embaça a visão do andar de baixo, caminhará na estrada que levou o Dem-PFL-PDS-Arena à inanição.

Às vezes, a demofobia se manifesta agressivamente, como ocorreu em junho de 2006, na administração Claudio Lembo, do PFL, quando o governo paulista suspendeu o desconto decimal para os passageiros do metrô. Em outros casos, ela deixa de fazer o que pode ser feito e as consequências só são percebidas quando os outros tomam a iniciativa. Dois êxitos de políticas petistas de alcance social, a criação do ProUni e do crédito consignado, poderiam ter acontecido durante o tucanato.

O que fazer com os educatecas paulistas? Em novembro passado, o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, entregou a rede escolar da cidade a Cathie Black, presidente da empresa de comunicações Hearst. Ela fez poucas e boas, chegando a dizer que a superlotação das escolas poderia ser resolvida por meio do controle da natalidade. Há duas semanas, Bloomberg mandou-a embora.

Nem a turma do Talibã conseguiu fazer no Afeganistão o estrago que o tucano fez em São Paulo

Vintage trailer in Blogbar - Dream Wife (1953) Cary Grant and Deborah Kerr

 
 

Comercial antigo - Pringles commercial 1977



Charge do dia

  

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Erlich - El País, es

Senado empossa Conselho de Ética feito de escárnio - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/AngeliCongresso3.jpg

Angeli

Em mais uma demonstração de sua vocação suicida, o Senado dará posse, nesta quarta (27) a um Conselho de Ética autodesmoralizado.
Formou-se um colegiado feito de escárnio, apinhado de réus, investigados e suspeitos. Mas não se deve dizer isso em voz alta.
Quanto mais criticado, mais o Senado revela seus impulsos autodestrutivos. Melhor chiar baixinho, para evitar que a Casa ponha fogo às vestes.
Cabe ao Conselho de Ética advertir, censurar, suspender ou recomendar a perda do mandato dos senadores que quebrarem o decoro.
Se decidisse investigar o próprio umbigo, o “novo” Conselho teria matéria-prima demais para o curto período de quatro anos de uma legislatura.
Maior partido do Senado, o PMDB enviou ao Conselho senadores que são precedidos pela má fama. Entre eles Renan Calheiros, Romero Jucá e Lobão Filho, o Lobinho.
Renan é zombaria que desafia a velha tirada de Churchill sobre a democracia ser o pior regime imaginável com exceção de todos os outros.
No caso de Renan, já ficara entendido, desde 2007, que o Senado dá preferência a todas as alternativas piores.
Acusado de receber dinheiro de um diretor de empreiteira para sustentar o filho que tivera com uma ex-amante, Renan defendeu-se.
Virou, então, suspeito de simular negócios com gado para lavar dinheiro. E que usara laranjas para comprar rádios e um jornal.
Renan renunciou à presidência do Senado. Mas livrou-se da cassação. Uma, duas vezes. Agora, é Senhor da ética.
Jucá, líder do governo desde o tempo das Carevelas, carrega nas costas três inquéritos. Correm no STF, em segredo.
Sob Lula, foi ministro da Previdência. Pendurado nas manchetes em posição vexatória, teve de renunciar à pasta em 2005.
A notícia mais branda apresentava Jucá como titular de empréstimos no Banco da Banco da Amazônia que tinham como garantia fazendas fantasmas.
Lobinho, suplente do ministro Lobão (Minas e Energia), responde a inquérito no STF por ter usado uma empregada doméstica como laranja.
Para quê? Segundo a denúncia do Ministério Público, para fugir de dívidas de um empréstimo e do pagamento de impostos.
São três os crimes sob investigação: sonegação tributária, falsidade ideológica e formação de quadrilha. No Conselho, Lobinho se ocupará da ética.
Como suplente do Conselho, o PMDB indicou Valdir Raupp. É réu em duas ações penais no Supremo.
Numa, responde por gestão fraudulenta de instituição financeira. Noutra, crime contra a administração pública.
Acertou-se nesta terça (26), que o presidente do Conselho de Ética também será do PMDB: o maranhense João Alberto.
É famoso não pelos pendores éticos, mas pela fidelidade canina que devota a José Sarney, o tetrapresidente do Senado.
O mesmo Sarney que, acossado por denúncias, celebrou o arquivamento de uma dezena de representações no Conselho de Ética da legislatura passada.
Em voz baixa: chama-se Gim Argello o representante do PTB no “novo” conselho. Sussurros: coleciona 38 processos por crimes eleitorais.
Murmúrios: responde a inquérito no Supremo por corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de tributos e apropriação indébita.
Cicios: relator do Orçamento, Gim teve de renunciar ao posto depois que se descobriu que destinara verbas do Turismo a entidades fantasmas.
Pelo DEM, foi ao conselho Jayme Campos. Responde a inquérito nascido do escândalo das sanguessugas. Aquele em que se fraudavam licitações de ambulâncias.
Descoberto em 2008, o malfeito teria ocorrido em 2000 e 2001, na cidade de Várzea Grande (MT). Jayme era o prefeito. No STF, nega o malfeito. No Senado, virou juiz.
Esse texto foi escrito em voz baixa porque, a essa altura, é inútil tentar impedir que o Senado se mate. Não vale a pena se meter na vida –ou na morte— da Casa.
Se nem o pedaço “bom” do Senado se anima a levantar a voz, por que o repórter deveria fazê-lo?
O silêncio que se ouve nos corredores e no plenário do Senado fala alto. Grita que 80 senadores decidiram estimular a crença de que “são todos iguais”.
Chama-se Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) o único senador que se animou a votar em plenário contra a tropa indicada para o Conselho de Ética.
Sabe-se que o DNA desautoriza a igualdade absoluta. Mas a ausência de protestos vocifera: “Somos (quase) todos farinha do mesmo saco”.
Só o Senado poderia livrar o Senado do suicídio. E não se deve esperar tanto de uma instituição que já deu tantas provas de que a autocrítica não é o seu ponto forte.
Portanto, pisssssssssssssss, que ninguém nos ouça: se o eleitor já não se importa e eles se divertem, que siga a roleta-russa!

Escrito por Josias de Souza às 05h53